Axis of Awesome – Four Chords

Talvez você seja uma das dezessete milhões de pessoas que viu esse vídeo, mas é um dos que mais gosto na internet e resolvi postar. Axis of Awesome é um grupo musical de comédia (not like Massacration) australiano que faz paródias e mistura os grandes sucessos do pop. Nesse vídeo eles vão provar que é possível cantar inúmeras músicas com apenas quatro acordes. Se você não sabe o que é um acorde clique aqui ou descubra por si só assistindo.

E aí? Aposto que agora vocês estão tentando decorar a ordem das músicas pra poder cantar no embromation quando encontrar com aquele seu amigo que está aprendendo a tocar violão e provavelmente já sabe fazer quatro acordes.

Recentemente eles fizeram o clipe oficial tirando onda com os artistas. Nessa versão tem músicas novas que não estão no vídeo aí em cima. Os caras são muito bons mesmo.

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Músicas que descoloriram nossa infância

Não tem nem quatro dias que inaugurei meu recinto virtual e o pessoal já está reclamando que estou sem postar. Vamos com calma galera, também tenho um Cinemafia pra sustentar e ainda estou pegando o jeito dessa coisa aqui. A pegada dos textos lá no nosso recanto cinematográfico é bem distante do que pretendo fazer no Mundo de Bobby, e embora eu acompanhe um tantão de blogs por aí, fazer a coisa acontecer é bastante diferente. Enfim.

Uma coisa que sempre me pego matutando sobre, é a infinidade de lembranças da infância que carregamos em nosso subconsciente. Você está lá numa rodinha de amigos, bem tranquilão, dialogando sobre a possibilidade de haver vida extraterrestre, quando de repente lhe vem no pensamento o nome das nove renas do Papai Noel em forma de cantiga sendo cantarolada por Arnold Schwarzenegger no filme “Um Herói de Brinquedo” de 1996 (levando em consideração que desfrutei da minha infância na década de 90). Alguém me explica isso? Se vocês não são vítimas desses flashs loucos e desordenados, por favor me avisem para que eu possa procurar o professor Xavier. Mas partindo da premissa de que sabem o que eu estou falando, continuemos o texto.

Especificando ainda mais nosso tema, a música é um dos elementos que mais detém influência sobre nossas mentes e que, de maneira sobrenatural, consegue ficar agarrada às nossas lembranças por toda a eternidade se ela tiver sido marcante de alguma forma (é mano, tem coisa que nem uma lavagem cerebral resolve). Aposto que você sabe cantar sem gaguejar todos os trechos da música de abertura de Cavaleiros do Zodíaco faça elevar o cosmo no seu coração (talvez até em japonês). O que? Como assim você não curtia os cavaleiros? Tá bom, mas é difícil você não lembrar isso aqui: os ursinhos carinhosos estão aqui pra ajudar – se precisar é só chamar. (Para os que ainda assim não lembram, deixo Hakuna Matata). Ok. Seja o tema de Street Fighter ou a abertura de Chiquititas, você deve lembrar de alguma musiquinha que marcou sua infância.

Agora se você pensou que eu vim aqui falar sobre as mais belas canções das quais temos saudades, está enganado coitado. Nem tudo que você cheira amiguinho, é frôRRR. Da mesma maneira que você recorda inúmeras e ótimas canções que te levam ao mais elevado grau de nostalgia, com certeza também deve vir a sua memória, eventualmente, alguma daquelas desgraças – nem sei se podemos chamar de música – que seu tio solteiro de quarenta anos ouvia em toda altura no som do Gol/84 quando tinha churrasco da família. E a música não precisa nem ser tão ruim assim. Basta ser ouvida repetidas vezes e não ser do seu agrado que ela já se torna um créu velocidade 100 e passará a te atormentar pelo resto da vida.

Então, para a revolta de vocês, eu resolvi trazer algumas das incontáveis porcarias musicais originadas na época da nossa infância e que permeiam nosso subconsciente até hoje. Basta uma cutucadinha que as malditas surgem saltitantes e nos fazem cantá-las durante uma semana. E o interessante é que a gente sabe de cor e salteado as letras.

Vamos começar pela dança que castiga o rapaz. Se você não lembra e quer continuar sem lembrar, não assista o vídeo abaixo. Mas se você der o play meu querido, já era.

Não teve jeito né? Só em ler o título você já estava no refrão em sua cabeça. Para poupá-los de um mal maior, eu optei por colocar apenas a música, sem imagem alguma. Mas essa letra reflexiva irá levar aos seus mais lindos pensamentos o que vem a ser a – culturalmente aclamada – dança do maxixe. Um homem no meio com duas mulheres fazendo sanduíche. Pense nisso.

E o negão, você conhece? Mas não é o negão de tirar o chapéu que você não pode dar mole. É o negão cheio de paixão, te catá, te catá, te catá. Loirinha com a fungada do negão é um problema. (?). Entrem em colapso ouvindo a música a seguir.

Pois é pessoal, eu sei que neste exato momento vocês estão querendo me enviar correspondências com anthrax. Perdoem-me, eu só quero compartilhar algumas das músicas que me maltrataram na infância e perduram até hoje na minha memória. Mas relaxem, talvez o efeito passe depois de uma semana.

Não procurem sentido nessas músicas. O objetivo delas é justamente ancorar no cais das nossas mentes e não sair nunca mais.

Eu não sabia que, além de ter lançado fogo em Roma, Nero tinha criado a dança da manivela. É vivendo e aprendendo né.

E não podia faltar nessa lista aquele estilo musical que vocês tanto gostam meus amigos. Sim, vocês que têm uma moto envenenada, prestem atenção na letra dessa linda composição e se esforcem mentalmente para captar a mensagem profunda envolvida neste clássico do funk.

É gente, com essa eu acho que vocês perderam a linha. Mas pra finalizar e abalar de vez vossas cabeças, eu vou chamar o pimpolho pra nos apresentar a última música de nossa lista. Não conhecem o pimpolho? Chega pimpa. Chega pimpa.

Eis uma canção que eu nunca entendi a letra. Cuidado com a cabeça do pimpolho? Comassimanolo? Whatever. O único propósito dessa lista de clássicos (Engraçado que é quase tudo pagode) perturbadoramente insanos é fazer você, meu jovem padawan, ficar o resto da semana recitando versos de músicas que estavam no mais longínquo e obscuro esconderijo da sua memória, de onde você jamais gostaria de ter tirado. E olhe que fui generoso com os senhores colocando somente cinco. Imagina se eu tivesse lembrado alguma das pérolas do finado grupo É o Tchan Gerasamba.

Então é isso meu povo. Se algum de vocês realmente ficou com pelo menos uma dessas musicotas na cabeça comente aqui, e diga aonde você vai que eu vou varrendo também quais os sucessos da indústria fonográfica de sua infância te perturbam até hoje. Valeu.

Ps: O único desgosto que tive com esse post, foi o de ter sujado meu bloguinho recém criado com essas mazelas musicalescas.