Músicas que descoloriram nossa infância

Não tem nem quatro dias que inaugurei meu recinto virtual e o pessoal já está reclamando que estou sem postar. Vamos com calma galera, também tenho um Cinemafia pra sustentar e ainda estou pegando o jeito dessa coisa aqui. A pegada dos textos lá no nosso recanto cinematográfico é bem distante do que pretendo fazer no Mundo de Bobby, e embora eu acompanhe um tantão de blogs por aí, fazer a coisa acontecer é bastante diferente. Enfim.

Uma coisa que sempre me pego matutando sobre, é a infinidade de lembranças da infância que carregamos em nosso subconsciente. Você está lá numa rodinha de amigos, bem tranquilão, dialogando sobre a possibilidade de haver vida extraterrestre, quando de repente lhe vem no pensamento o nome das nove renas do Papai Noel em forma de cantiga sendo cantarolada por Arnold Schwarzenegger no filme “Um Herói de Brinquedo” de 1996 (levando em consideração que desfrutei da minha infância na década de 90). Alguém me explica isso? Se vocês não são vítimas desses flashs loucos e desordenados, por favor me avisem para que eu possa procurar o professor Xavier. Mas partindo da premissa de que sabem o que eu estou falando, continuemos o texto.

Especificando ainda mais nosso tema, a música é um dos elementos que mais detém influência sobre nossas mentes e que, de maneira sobrenatural, consegue ficar agarrada às nossas lembranças por toda a eternidade se ela tiver sido marcante de alguma forma (é mano, tem coisa que nem uma lavagem cerebral resolve). Aposto que você sabe cantar sem gaguejar todos os trechos da música de abertura de Cavaleiros do Zodíaco faça elevar o cosmo no seu coração (talvez até em japonês). O que? Como assim você não curtia os cavaleiros? Tá bom, mas é difícil você não lembrar isso aqui: os ursinhos carinhosos estão aqui pra ajudar – se precisar é só chamar. (Para os que ainda assim não lembram, deixo Hakuna Matata). Ok. Seja o tema de Street Fighter ou a abertura de Chiquititas, você deve lembrar de alguma musiquinha que marcou sua infância.

Agora se você pensou que eu vim aqui falar sobre as mais belas canções das quais temos saudades, está enganado coitado. Nem tudo que você cheira amiguinho, é frôRRR. Da mesma maneira que você recorda inúmeras e ótimas canções que te levam ao mais elevado grau de nostalgia, com certeza também deve vir a sua memória, eventualmente, alguma daquelas desgraças – nem sei se podemos chamar de música – que seu tio solteiro de quarenta anos ouvia em toda altura no som do Gol/84 quando tinha churrasco da família. E a música não precisa nem ser tão ruim assim. Basta ser ouvida repetidas vezes e não ser do seu agrado que ela já se torna um créu velocidade 100 e passará a te atormentar pelo resto da vida.

Então, para a revolta de vocês, eu resolvi trazer algumas das incontáveis porcarias musicais originadas na época da nossa infância e que permeiam nosso subconsciente até hoje. Basta uma cutucadinha que as malditas surgem saltitantes e nos fazem cantá-las durante uma semana. E o interessante é que a gente sabe de cor e salteado as letras.

Vamos começar pela dança que castiga o rapaz. Se você não lembra e quer continuar sem lembrar, não assista o vídeo abaixo. Mas se você der o play meu querido, já era.

Não teve jeito né? Só em ler o título você já estava no refrão em sua cabeça. Para poupá-los de um mal maior, eu optei por colocar apenas a música, sem imagem alguma. Mas essa letra reflexiva irá levar aos seus mais lindos pensamentos o que vem a ser a – culturalmente aclamada – dança do maxixe. Um homem no meio com duas mulheres fazendo sanduíche. Pense nisso.

E o negão, você conhece? Mas não é o negão de tirar o chapéu que você não pode dar mole. É o negão cheio de paixão, te catá, te catá, te catá. Loirinha com a fungada do negão é um problema. (?). Entrem em colapso ouvindo a música a seguir.

Pois é pessoal, eu sei que neste exato momento vocês estão querendo me enviar correspondências com anthrax. Perdoem-me, eu só quero compartilhar algumas das músicas que me maltrataram na infância e perduram até hoje na minha memória. Mas relaxem, talvez o efeito passe depois de uma semana.

Não procurem sentido nessas músicas. O objetivo delas é justamente ancorar no cais das nossas mentes e não sair nunca mais.

Eu não sabia que, além de ter lançado fogo em Roma, Nero tinha criado a dança da manivela. É vivendo e aprendendo né.

E não podia faltar nessa lista aquele estilo musical que vocês tanto gostam meus amigos. Sim, vocês que têm uma moto envenenada, prestem atenção na letra dessa linda composição e se esforcem mentalmente para captar a mensagem profunda envolvida neste clássico do funk.

É gente, com essa eu acho que vocês perderam a linha. Mas pra finalizar e abalar de vez vossas cabeças, eu vou chamar o pimpolho pra nos apresentar a última música de nossa lista. Não conhecem o pimpolho? Chega pimpa. Chega pimpa.

Eis uma canção que eu nunca entendi a letra. Cuidado com a cabeça do pimpolho? Comassimanolo? Whatever. O único propósito dessa lista de clássicos (Engraçado que é quase tudo pagode) perturbadoramente insanos é fazer você, meu jovem padawan, ficar o resto da semana recitando versos de músicas que estavam no mais longínquo e obscuro esconderijo da sua memória, de onde você jamais gostaria de ter tirado. E olhe que fui generoso com os senhores colocando somente cinco. Imagina se eu tivesse lembrado alguma das pérolas do finado grupo É o Tchan Gerasamba.

Então é isso meu povo. Se algum de vocês realmente ficou com pelo menos uma dessas musicotas na cabeça comente aqui, e diga aonde você vai que eu vou varrendo também quais os sucessos da indústria fonográfica de sua infância te perturbam até hoje. Valeu.

Ps: O único desgosto que tive com esse post, foi o de ter sujado meu bloguinho recém criado com essas mazelas musicalescas.

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6 respostas em “Músicas que descoloriram nossa infância

  1. “odeio” o fato de ter vindo ler esse post (mentira, ri horrores e quero voltar mais vezes! kkk) pela simples causa dessas músicas terem ressurgido das cinzas do meu passado. Agora pimpa chegou e ficou na minha cabeça. -.- até a música dos ursinho carinhosos eu tou cantando… OMG! kkk

    Brincadeiras a parte, seu blog tá muito muito bom! Espero voltar aqui sempre para ler e reviver não só o mundo de bobby, como trazer de volta lembranças gostosas da infância ou do dia-dia mesmo =)
    Parabéns!
    (acho que agora finalmente terminei o comentário)

  2. Lincoln! Faltou sabe o que?

    Carrinho de mão padá padá padabá. ♪
    ou então..
    Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim, ♪
    ou…
    Mexe a cadeira, e bota na beira da sala ♪
    E a história do Mamute? shauishiahs
    As músicas do Araketu? (o araketu, araketu quando toca, deixa todo mundo pulando que nem pipoca -NNNNNNNNNN)
    Lembra da Tana, Tanajura, Jura, que me ama?
    Na nossa época, exaltasamba era bom. Tinha Cláudinho e Bochecha.
    Do nada lembrei do cara que queria te excluir do orkut dele, lembra? hsauihsuihausi
    E o Supla com a Japa girl dele?
    Cara, e a Gil que dizia que o cara batia nela feito maionese?
    E o Bonde do tigrão que não queria só as cachorras, as preparadas, as popozudas, e sim o baile todo?
    Se for citar internacionais, a gente não pode esquecer de vengaboys (my heart goes shalala lala, in the morning), até Aqua com a bendita Barbie Girl. O Rick Martin só cantava até 3 pra dar um passo “bailante”.

    kkkkkkkkkk.
    Isso é assunto (e música) pra um ano inteiro de conversa.

    • NuooÓssa, você lembrou de um tantinho de música né? haha
      Na minha lista tinha outras, só que ia ficar música demais.
      quem sabe faço a parte 2 desse post algum dia né?
      kkkkkkkk

      =]

  3. kkkkkkkkkk
    Adorei!! não tem como não rir lembrando dessas músicas… pq na verdade todas elas acabam sendo muuuito engraçadas e sim, grudentas, muuuito grudenntas!
    Mas Gerasamba é uma coisa que marcou mesmo a infância de qualquer pessoa, viu! E Raça Negra? Pra mim é muuuito cara de banho de piscina, no domingo, com a família no clube!
    Infância é bom demais né… até lembrar das coisas ruins é divertido…
    Parabéns gatinho!
    Ótimo texto!!

  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Me lembro que todo dia a gente cantava a introdução de cavaleiros.
    Cadê a barata da vizinha?
    Cadê a veia de baixo da cama, aquela que matou a cobra?
    Olha gente, cuidado com esse negão hein..

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