Cada um no seu quadrado

Por favor, não fiquem com raiva se vocês pensaram que iam encontrar um texto mais elaborado sobre algum assunto bacana e chegaram aqui e viram essa rage comic sem futuro. A faculdade realmente me “atrapalha” em meus empreendimentos bloguísticos, e eu nunca me vi tão envolvido como estou hoje.

Minha vontade é sempre estar atualizando isso aqui, mas como o negócio tá difícil resolvi postar essa tirinha que fiz há um tempinho já. Eu sei que é uma baita de uma leseira mas acho que dá pra tirar umas risadinhas aqui e acolá.

E quem diz que isso não é verdade? Vez por outra nos deparamos com o famoso inxirido. Seria tão bom se cada um cuidasse da vida que Deus lhe deu e deixasse de querer dar pitaco no business do outro. O pior é quando esse pitaco é dirigido à terceiros que menos ainda têm a ver com ninguém na história do Brasil.

É sempre bom dividir problemas e dúvidas com alguém da sua confiança e ouvir conselhos e sermões, se for o caso, e os amigos estão aí pra isso. A torcida do flamengo serve pra se meter.

Tá, eu não fiz essa tirinha pensando em nada disso, só achei engraçado e pensei que tinha que escrever algo relacionado e isso foi o mais próximo que encontrei (longe de ser uma indireta a alguém, pelo amor de Deus, não me entendam mal). Só pra movimentar o balaio aqui que está parado. Até daqui a muito tempo.

Meia Noite em Paris

Prometo que é a última vez (será?) que começo um texto me justificando pelo tempo sem postar. Já estou ficando com vergonha de sempre passar mais de uma semana sem atualizar. Mas quem é que olha esse blog mesmo? E pensando bem, quem manda nisso aqui sou eu e eu posto quando eu quiser. Na verdade esse foi um dos motivos que me fez criar um espaço virtual para escrever aleatoriedades (ter liberdade de utilizá-lo sem prazos e metas). Mas não se preocupem (os dois ou três que acompanham minhas viagens) porque, embora demorando, não irei ficar sem escrever.

Esse texto já devia ter saído há muito tempo e eu adiava por alguma razão. Quando eu assisti “Meia Noite em Paris” senti a extrema necessidade de escrever porque o filme é incrivelmente encantador. Portanto, como estou digitando ideias e percepções sem nenhuma programação (tomado pela emoção que o filme me transmitiu), deixo logo claro que no decorrer do texto podem aparecer alguns spoilers inevitáveis.

Então, pra quem não sabe, “Meia Noite em Paris” é o mais novo filme do baixinho de óculos, Woody Allen. E pra quem não sabe quem é Woody Allen, a única coisa que posso fazer é pedir que você busque o mais rápido possível assistir a um dos seus filmes e se deliciar com sua maneira peculiar de contar histórias enfatizando o comportamento humano e as vicissitudes da vida. Não tem como não se apaixonar.

Confesso que, apesar de se tratar de um trabalho do mestre da comédia romântica (ele nunca nos decepciona), eu resisti um pouco em assisti-lo. Não me perguntem o porquê, mas eu não criei muitas expectativas [informação inútil: foi a primeira vez que eu assisti a um filme no cinema sozinho, o que foi uma experiência bem interessante]. Ao término da sessão, saí da sala completamente fascinado com tamanha inteligência e domínio de linguagem cinematográfica. Parece que sua criatividade não acaba nunca (e olhe que ele tem um número infinito de obras em seus quarenta e tantos anos de carreira).

[peço-lhes agora que terminem de ler ouvindo a música a seguir, e se não for incrivelmente cativante eu faço a devolução do seu dinheiro].

“Meia Noite em Paris” narra uma curta viagem à Paris de um jovem escritor (Gil) de roteiros de Hollywood e sua futura esposa (Inez). Gil decide esquecer os filmes e se focar em um romance (um livro viu galera. Ele não tinha uma amante), a contragosto da sua noiva (uma chata de galochas) que só pensa no casamento e no quanto dinheiro tem que gastar para impressionar seus amiguinhos da high society. Quando digo que ela é a chata, não é pouco não. A mulher é insuportável.

Desde o início, nosso querido personagem demonstra uma gigante fascinação pela Paris da década de vinte. Ele é totalmente empolgado em conhecer (ler livros, escutar músicas, visitar lugares) uma época que não viveu, e isso é muito presente em várias pessoas de diversas gerações. Vez por outra se escuta: “como eu queria ter nascido na década de setenta”, ou “é óbvio que a década de oitenta deve ter sido a melhor de todas”.

Em todo o momento o pobre Gil deseja sair e se deslumbrar com a beleza da cidade das luzes em busca de inspiração e desfrutar da poesia encontrada nas pequenas coisas, como caminhar na chuva pelas ruas de Paris, enquanto sua noiva quer comer nos melhores e mais caros restaurantes e comprar, comprar e comprar.

E o que tem de interessante em uma história tão simples como essa? (aqui vai um spoilerzinho). Woody junta, nesse belo roteiro, toda a diferença que há entre o casalzinho com a possibilidade de viagem no tempo. É isso mesmo que você leu. E o melhor de tudo – Allen não está nem aí para explicar como isso acontece. Ele, sem nenhuma preocupação, faz com que seu personagem viaje no tempo. Não era isso que ele queria? Então toma, vai lá pra década de vinte.

No começo você não sabe se é um sonho ou se ele está vendo coisas, mas é real. Ele simplesmente viaja no tempo. Isso encheu meus olhos de brilho. A discussão sobre viagem no tempo já é algo que por si só me deixa maravilhado, imagina misturar isso com a ambientação parisiense, uma trilha sonora das mais lindas e um roteiro do cara que sabe prender a atenção de qualquer um. Fui totalmente seduzido pelo filme.

OK. Viajar no tempo já está de bom tamanho; viajar para a época dos seus sonhos é melhor ainda; o que me diz então de conhecer todos os seus ídolos de tempos passados? É isso que acontece e Gil acaba por conhecer os grandes nomes da arte do início do século XX, como Picasso, Salvador Dalí, Fitzgerald, Hemingway, Luís Buñuel entre outros.

Referências tem de sobra nessa produção, o que é de se esperar do nosso pequeno grande diretor. Ele conseguiu extrair de Owen Wilson a sua melhor atuação até hoje (em minha opinião), e olhe que Wilson não é muito conhecido por ótimas interpretações. E Adrien Brody está fantástico como Salvador Dalí, apesar de aparecer pouco mais que cinco minutos. Na verdade todas as atuações foram excelentes.

“Meia Noite em Paris” deve ser visto várias e várias vezes. É muito conteúdo, muita beleza pra apenas uma hora e quarenta e uma linda história de amor, mas não entre homem e mulher, e sim entre um jovem escritor e a cidade iluminada na época que mais desejaria ter vivido.

Stop Motion – Insert Coin & 8-bit trip

Certo dia resolvi clicar em um link tuitado por minha amiga Thalita e vi uma das coisas mais espetaculares do universo. Claro que senti a necessidade de compartilhar isso com seja quem for que frequente meu humilde brógui.

Era um stop motion, feito com moedas, de um grupo sueco que tem o nome tão esquisito (Rymdreglage) quanto a genialidade dos caras. Mas, como eles mesmos dizem em seu site, existe um segundo nome para confundir os oponentes – Ninja Moped. Esse é mais fácil né?

Além do filme das moedas, postei também um outro que eles fizeram com lego. Vejam e me digam se isto não é a coisa mais incrível que pode ser visualizada por olhos humanos.

FANTÁSTICO! Sei mais nem o que falar. Valeu.

Saiba identificar um pseudointelectual

Faz uma semana que não posto nada aqui por pura preguiça e estava sentindo uma espécie de peso na consciência por isso. Manter esse negócio atualizado como o público deseja é impossível porque todos querem abrir a página a cada dia e ver algo novo pra ler ou assistir. Produzir material de qualidade requer um tempinho. É eu sei que nem tudo que sai daqui deste lindo blog é de uma utilidade suprema, mas é uma inutilidade boa, de qualidade (rs). Se eu conseguir no mínimo arrancar um sorriso de canto de boca seu, já está de bom tamanho. Afinal, quem é que vive sem a velha e agradável besteira?

Mas vamos ao que interessa. Uma coisa que andei observando nos últimos dias foi o comportamento de determinadas pessoas que vivem se fazendo passar por aquilo que gostariam de ser, mas não são. Essas pessoas de quem irei tratar são os pseudointelectuais (lembra da aula de biologia no colégio? Lembra dos pseudópodes, que a gente só memorizava depois que a professora dizia que significava “falsos pés”? Pronto!). Convivemos com muitos deles e às vezes é bem desagradável suportar algumas de suas atitudes.

Antes de começar e já começando, acho válido trazer uma simples definição de intelectual para entendermos bem o assunto. Claramente a palavra é relativa ao intelecto, que, segundo o Aurélio, é sinônimo de inteligência. Então, em linhas gerais, podemos dizer que uma pessoa intelectual é uma pessoa inteligente. Mas vamos extrair um pouco mais. Um intelectual é aquele que está sempre buscando o conhecimento e a elevação do seu nível cultural, tem suas próprias ideias e opiniões formadas e geralmente consegue exprimir um juízo de valor sobre qualquer assunto.

Não encare a figura do intelectual como um ser aristotélico, ele está em nosso meio e até mesmo você pode ser um. Se não está satisfeito com o pouco conhecimento que tem e sempre busca humildemente aprender mais, você está no caminho certo. É importante frisar que ninguém que se encaixe nos requisitos traçados para definir um verdadeiro intelectual vai chegar e dizer: “Oi, eu sou intelectual”. Portanto, o uso da palavra nesse texto é meramente elucidativo para expressar um estilo de vida.

-Certo. Bla bla bla e o que vem a ser o tal do pseudointelectual? Você não falou que lembrava das suas aulas de biologia? Explicando novamente, pseudo é o prefixo de origem grega usado para designar algo que é falso. Assim, pseudointelectual é aquele camarada que quer dar de sabidão na frente da galera usando um vocabulário que não está ao alcance de todos e citando frases que decorou da Wikipedia de algum lugar. É o cara que quer ou pensa ser o detentor de todo o conhecimento e acredita nunca estar errado. E o pior é que na maioria das vezes ele consegue se passar pela pessoa mais inteligente da galáxia se você não souber reconhece-lo. Por isso resolvi listar algumas características inerentes à maioria dos pseudointelectuais. Obviamente você não vai chegar pra um cara no primeiro contato e dizer que ele é um fake. Isso é resultado de observações e vivência. Então vamos lá.

1 – Necessidade de autoafirmação e aprovação

Isso é facilmente percebido quando você escuta dele uma resposta para uma pergunta que não lhe foi destinada ou sequer formulada. O cara sente essa necessidade de estar provando a todo o momento que sabe de alguma coisa (provavelmente leu no dia anterior em algum blog sem credibilidade) sobre determinado assunto e está doido pra soltar o conhecimento (raso por sinal) que adquiriu. Se por acaso a conversa não toma o rumo pretendido por ele, o sabichão faz seu comentário impertinente de qualquer forma. Algo mais ou menos assim:

Tente questionar algo mais sobre o tema. Ele provavelmente não saberá, e se por ventura o malandro foi esperto o suficiente e se preparou pra isso, cairá na terceira ou quarta pergunta.

Essa necessidade de afirmar-se decorre de outra necessidade que o marmanjo tem. A de se sentir aprovado pela turminha. Então certamente ele solta essas e outras querendo agradar e pensando que todos estão achando o máximo a sua exacerbada sabedoria e conhecimento profundo.

Logicamente, um verdadeiro intelectual não sairia por aí dando uma de gostosão. Muitos até nem sabem que ele se diverte aprendendo e que tem um altíssimo grau cultural. É mais quieto e na dele, não busca elogios.

2 – Artificialidade

Por ser uma pessoa que sempre busca elogios por aparentar ser algo que não é, uma de suas características mais marcantes é a artificialidade. Se o cara vive por atrás de uma maquiagem tentando ser o rei da cocada preta uma coisa é certa, natural é que ele não é.

Esse é um ponto chave que dá pra desmascarar alguns pseudointelectuais. Outros são mais bem preparados, mas vamos ver se dá pra derrubá-los com os próximos tópicos.

Certamente alguém que conhece bem e de longa data essa pessoa, saberá facilmente se ela está sendo artificial, mas para quem não tem tanta convivência é difícil perceber isso de imediato. É coisa pra um bom tempo de relacionamento.

O recanto familiar vai ser o ambiente em que essa pessoa vai poder ser ela mesma, a não ser que ela própria pense que seja um tipo de Sócrates pós-moderno. Aí o cara vai estar enganando a si mesmo e vivendo em um escafandro.

O dono de inteligência simples e pura irá ser sempre o mesmo onde quer que seja sabendo reconhecer seus erros e não se sentindo acanhado em perguntar algo que não sabe.

3 – Uso de vocabulário rebuscado

Nesse tópico não estou me referindo a todo sujeito que utilize palavras de difícil entendimento para a maioria das pessoas. Que isso fique bem claro. Existem pessoas que conseguem fazer o uso dessas palavras soar natural aos nossos ouvidos, por simplesmente ser um atributo intrínseco a elas. São pessoas que realmente sabem o que estão falando e utilizam seu vocabulário equilibradamente pra cada situação e ambiente.

Em contrapartida, o pseudointelectual aprende palavras aleatoriamente em alguma aula de filosofia e, achando ter entendido seu significado, pensa que pode utilizá-las a seu bel-prazer. E qual o intuito disso? Afirmar-se superior para conseguir aprovação. Estão vendo que suas características se relacionam entre si? É como se uma dependesse da outra. Creio que seja possível, porém muito difícil, um falso intelectual não reunir todas essas características que estou citando neste texto. Elas estão interligadas.

Há uma frase em que Nietzsche define bem essa questão e separa os que são e os que parecem ser profundos em inteligência:

“Quem sabe que é profundo, busca a clareza; quem deseja parecer profundo para a multidão, procura ser obscuro. Pois a multidão toma por profundo aquilo cujo fundo não vê: ela é medrosa, hesita em entrar na água.”

4 – Superficialidade

É preciso dizer que também há aquele cara verdadeiramente inteligente possuindo algumas dessas características e que é prepotente e difícil de lidar, todavia, é inegável seu altíssimo conhecimento de deixar qualquer um admirado. Talvez por ele ser convicto de sua intelectualidade, chegue a pensar que é melhor que os outros. Os desse tipo também não são pessoas bacanas de se relacionar.

Já a pessoa de quem estamos tratando nesse texto, é conhecida por sua superficialidade, ou seja, não é nada profundo naquilo que diz ser conhecedor (tudo). É como se o Mr. Sabedoria se focasse em decorar conceitos e não se aprofundasse no assunto por considerar desnecessário para a formação da sua imagem magnífica. Pra ele basta pesquisar umas coisinhas aqui e ali e está feita a sua exibição do final de semana. Aí quando ele se depara com pessoas que realmente dominam o assunto, a vergonha é feia.

Não tem problema nenhum se você não sabe de alguma coisa, afinal quem sabe de tudo? O problema é tentar aparentar conhecer aquilo que nunca morou na sua cabeça. Isso é o que se torna irritante em uma pessoa desse naipe. É tão bom discutir com amigos assuntos variados e aprender coisas que você não sabia como também transmitir informação. Essa troca de conteúdo é de extrema importância nas relações pessoais. Só que quando chega um bonitinho tentando roubar a cena, onde nada lhe foi perguntado, citando algum pensador famoso (depois te ter lido dois capítulos de uma obra do dito cujo), a conversa começa a ficar chata.

Por isso, se você gosta de ler, gosta de estudar e aprender coisas novas, evite ao máximo parecer um chato desses. Ninguém acha legal alguém que gosta de aparecer, muito menos que tenta mostrar algo que não é.

Eu escolhi algumas pessoas entre meus amiguinhos do twitter (umas delas eu conheço pessoalmente e são do meu convívio diário) e fiz uma pergunta para poder ilustrar mais ainda meu post com suas respostas. São pessoas que considero de um bom nível cultural e ótimas para uma longa conversa. Já aprendi muito com todas elas.

A pergunta foi: “O que é um pseudointelectual para você em apenas um tweet?”. Vamos ver no que deu:

Não tinha me ligado que foram tantas respostas. O texto acabou ficando longo demais. Mas é isso aí. Leia bons livros, assista filmes, conheça novas bandas, e estude. Nunca deixe de estudar e se aprofundar naquilo que te atrai. E lembre sempre que você pode aprender com qualquer pessoa, de criança a velho, mendigo a Sílvio Santos.

Ps: Obrigado a todos que contribuíram para a elaboração desse post, inclusive meu amigo Paulo que foi um ‘do contra’ no meio da multidão rs.

Até que idade vocês fizeram isso?

Este não é o tipo de post que eu planejo publicar aqui, mas depois de ter descoberto essa ótima ferramenta que me fez gastar algum tempo do meu precioso dia, resolvi mostrar pra vocês.

Já é do conhecimento de todos essas rage comics né? São essas tirinhas que os blogs apostam pra terem mais acessos. E parece que o negócio funciona mesmo, pois é disso que o povo aparenta gostar. Confesso que não é a maioria desses quadrinhos que me atraem, mas tem uns muito bons.

Então achei esse site que permite você fazer suas próprias rage comics e pensei, por que não?. Então fiz a primeira coisa que me veio na mente e me diverti muito. Quando é criação sua você quer mostrar pra toda a galera, então olhem o resultado.

Vai dizer que você não chamava a mamãe pra limpar seu bumbum branquelo? Tenho um irmão de 8 anos que até hoje grita incessantemente para que nossa progenitora faça a limpeza do seu traseiro depois que ele termina de ler um gibi da turma da Mônica. Ai de mim quando minha querida mãe não se encontra em casa e ele resolve descer o barro.

Meu grande amigo Marcelo, parceiro de Cinemafia, sempre me cobra pela abordagem de assuntos escatológicos neste blog, pois somos adeptos da teoria de que todo e qualquer tema que você inciar em alguma conversa entre amigos, não importa o caminho que este percorra, vai terminar em fezes. Não acredita? Comece a prestar atenção.

Na verdade eu ia apenas postar a tirinha e indicar o site, mas como vocês podem ver o post tomou outro rumo, o que prova a minha teoria.

Quero dedicar essa tirinha ao meu brother Marcelinho e a meu irmão cagão que me deu inspiração para essa obra prima dos quadrinhos. Um beijo pra minha mãe, pra minha vó, pra minha tartaruga, pra Xuxa e pra Sasha.

Ps: Não prometo rage comics aqui sempre, mas se eu fizer alguma legal mostro pra vocês.

Axis of Awesome – Four Chords

Talvez você seja uma das dezessete milhões de pessoas que viu esse vídeo, mas é um dos que mais gosto na internet e resolvi postar. Axis of Awesome é um grupo musical de comédia (not like Massacration) australiano que faz paródias e mistura os grandes sucessos do pop. Nesse vídeo eles vão provar que é possível cantar inúmeras músicas com apenas quatro acordes. Se você não sabe o que é um acorde clique aqui ou descubra por si só assistindo.

E aí? Aposto que agora vocês estão tentando decorar a ordem das músicas pra poder cantar no embromation quando encontrar com aquele seu amigo que está aprendendo a tocar violão e provavelmente já sabe fazer quatro acordes.

Recentemente eles fizeram o clipe oficial tirando onda com os artistas. Nessa versão tem músicas novas que não estão no vídeo aí em cima. Os caras são muito bons mesmo.

“Capitão Estados Unidos”

Depois de ter resistido bastante, ontem fui assistir Capitão América no cinema, mas não pensem que não gosto do personagem; a culpa de eu não ter colocado os óculos de papel celofane no dia que estreou o filme do primeiro vingador foi do lindo cinema da minha cidade. Pois é, a cada dez filmes que são exibidos aqui nove são dublados, característica que não é das minhas preferidas (e não vou discutir isto agora, talvez em um texto futuro). Então eu estava com certo desgosto por ter visto a faixa de “DUBLADO” no cartaz depois de ter esperado tanto tempo pelo lançamento. Mas poxa, é o Capitão América caramba, merece ser visto na telona.

Fui, e devo admitir que tive uma bela e agradável surpresa. Não é nenhum Batman de Nolan, mas é divertidíssimo e explica a origem do super herói de uma maneira bem bacana. Pra quem não conhece, o Capitão América é um personagem da Marvel criado na década de quarenta sob uma onda de patriotismo durante a Segunda Guerra Mundial para exaltar as qualidades estadunidenses e deixar a população otimista e distraída.

Vamos lá. O nanico e franzino Steve Rogers sonha em servir sua pátria amada na grande guerra, mas é rejeitado no alistamento militar devido a seu tamanho e sua saúde fraca até ser descoberto por um cientista que aposta todas as suas fichas nele e o enquadra em um projeto para a criação de super soldados. É o primeiro e único a passar pelo procedimento e se transforma no grandalhão fantasiado de bandeira norte americana que nós conhecemos. Toda essa passagem até a criação do Capitão América é mostrada brilhantemente no filme e nos deixa um detalhe interessante: fizeram uma incrível montagem deixando o ator Chris Tocha Humana Evans, que como bem sabemos é um monstro de forte, pequeno e magrelo.

Ouvi gente falar que o filme perde pontos por apelar para os dotes físicos do ator e suas roupas apertadas buscando gritinhos estridentes da plateia. Sinceramente, isso é um argumento muito infantil e que não inferioriza o filme. O cara só aparece sem camisa uma vez, ligeiramente, com o intuito de explorar com clareza a transformação de Rogers, o que é muito válido. Daí a crepusculizar o Capitão América meu amigo? Vamos com calma.

Parafraseando Pablo Villaça, o filme não deixa de ser um grande trailer para “Os Vingadores” (que será lançado ano que vem com a patota dos heróis toda reunida), mas é bem legal para conhecer a história do capitão americano. A fotografia é bastante correta, dando aspecto envelhecido às imagens, e as atuações são convincentes.

Outro comentário unânime é o de que o vilão caveira vermelha estava muito mal construído e sem personalidade. Isso não tenho como negar, é verdade, mas que fique bem claro que não foi culpa do grande agente Smith Hugo Weaving que fez uma boa atuação. Talvez o roteiro não tenha dado tanta abertura e maior liberdade ao personagem. Enfim, ele ficou meio fracotão mesmo.

Uma coisa legal. Vocês irão conhecer o pai do playboy Homem de Ferro (Howard Stark), que foi responsável pela roupa e escudo de Steve. Inclusive, ótima interpretação de Dominic Cooper, mostrando de onde vem o estilo tonystarkiano de ser.

Agora o mais interessante é que conseguiram amenizar a questão do ufanismo estadunidense. Muita gente que eu conheço diz que não quer assistir porque vai ser um puxa-saquismo só e bla bla bla. Para esses eu digo que vá sem prejulgamentos. Se você gosta do personagem sabe que ele foi criado pra isso mesmo (puxar o saco norte americano), e no filme tentaram dar uma equilibrada nesse negócio aí, sem exageros patrióticos. Se você não gosta do Capitão Estados Unidos, assista também, vai precisar antes de ver Os Vingadores.

PS: Tem cena extra depois dos créditos finais.